22 de jul. de 2010

ó, céus! que problemão!

como vocês leram no texto aqui de baixo, depois de 9 meses desempregada eu voltei a trabalhar na última segunda. e, fora 4 meses em que tive salário-desemprego, que dava bem pras minhas despesas de gente à toa, os outros 5 foram meio de pindaíba. não to chorando miséria, mas é que eu não fazia ideia de quando ia voltar a trabalhar de novo, então eu gastava sempre o minimo possível.

ok, eu sou mão de vaca, nasci assim. se eu ficar zilionária vou continuar dando tchau de mão fechada. mas se sou desse jeito ganhando salário todo mês, imagina na incerteza? era 30x mais doloroso pra mim tirar qq moedinha do porta níqueis!

só que, apesar de zura, eu adoro ter coisas, roupas no top 1! então, o primeiro ímpeto ao receber a notícia foi correr pro shopping pra tirar o atraso de 3 coleções em branco. aproveitando, é claro, a grande invenção da humanidade: a liquidação!

fui logo pra meca das lojas legais: barra shopping. peguei o corredorzinho do NYCC em direção ao BS. entrei na checklist, nada. espaço fashion talvez... ainda não. ah, já sei, zara! nada apeteceu. e foi assim pela cantão, dress to, andarella, my philosophy... até na C&A eu fui e não consegui comprar NADA!!!!!! achava tudo caro demais, não valia o preço, vai sair já de moda...e olha que eu amo de paixão essa moda meio pin up, meio 80's.

e aí foi que eu constatei o pior: perdi totalmente a minha capacidade de comprar!

triste! se alguém souber como me ajudar, to aberta a sugestões. indicação de lojas baratas, data do top fashion bazar, doação de peças...

ai, minha santa becky bloom, me ajuuuda!!!

16 de jul. de 2010

durou o tempo de uma gestação completa... e foi de fato um parto!

"oi renata, é a fulana*! to ligando pra te dar uma boa notícia!" (*o nome foi trocado para preservar a identidade da personagem)

e foi assim, simples, que tiveram fim meus 9 meses de calvário: estou, enfim, novamente empregada!! não vou contar onde é porque, apesar de adorar meus leitores, eu nem sei que realmente são eles. e vai que justo você aí é algum maníaco-psicopata-louco?! sei lá, melhor não.

a notícia eu recebi na terça-feira, mas hoje, sexta, dia 16/07, é uma data emblemática. foi exatamente numa sexta-feira, num dia 16, em outubro do ano passado que eu fui demitida. e foi um dos dias mais esquisitos que eu já vivi. não foi exatamente triste, foi estranho mesmo. de repente eu ia sair de lá e na segunda não podia mais voltar. fiquei bem um mês meio sem rumo em casa.

senti milhões de coisas durante esses nove meses, nenhuma delas com a intensidade que eu já havia sentido na vida. mas se por um lado a tristeza e a angústia são lacinantes, os momentos de felicidade são um oásis, são também muito profundos e aproveitados. e eu aprendi, muito mais, a dar valor a muitas coisas que passam despercebidas. porque por mais que eu estivesse sofrendo, eu me sentia muitas vezes injusta. e cada criança de rua, cada familia que perdeu tudo na chuva de 06/04, cada depoimento no final de viver a vida me tocava absurdamente. sem dúvidas, em nove meses eu amadureci muito mais do que nos últimos, sei lá, cinco anos.

não vou aqui dizer que foi bom ter passado por isso, não recomendo a ninguém (apesar de não ter tido escolha). mas o exercício de acordar todo dia e buscar lá no fundo a minha esperança foi sensacional. me fez ser mais humilde, respeitar muito mais as pessoas, ouvir mais, valorizar o tanto que eu tenho e as pessoas que estão à minha volta. e com relação a isso, senti na pele a máxima que diz que é na hora das dificuldades que você vêm com quem realmente pode contar. e posso dizer que eu tô muito bem servida de amigos e família. me surpreendi com a quantidade de gente boa que tem no mundo. uma colega de trabalho do meu namorado, por exemplo, comprou a minha causa. sempre que sabia de alguma vaga lembrava de mim. e só havia me visto uma vez na vida. nem vou entrar no mérito das decepções porque hoje o dia é de alegria. mas uma das coisas que eu também aprendi foi que só vale a pena ficar perto de pessoas que valorizem a minha presença e vice-versa. (rende um post sozinho, fato! rs)

quanto ao rapadura, talvez as atualizações tenham que ser mais espaçadas, mas ele continua aqui, ouvindo minhas divagações sem propósito! terei muitas mais!

aaahhh! e hoje, finalmente, eu me libertei da porcaria de "promessa" que eu tinha feito, sem fundamento algum. CORTEI O CABELO!!! aproveitei e mandei ver na inteligente. to metida, ném!

11 de jul. de 2010

o trash genial

desde que começou essa história de bruno matar a amante, eu comecei a reparar mais nas capas de jornal, na banca mesmo. essa história de só ler jornal virtual me afastou das manchetes criadas pra vender, que eu, na minha modesta opinião, acho sensacionais. gosto do design do jornal, a famosa diagramação.

e no quesito manchetes, aqui no rio temos um campeão absoluto, que é o jornal meia hora. Sempre a-do-rei o sensacionalismo trash cheio de criatividade que eles fazem. pras pessoas um pouquinho mais esclarecidas do mundo chega a parecer piada, um jornal de comédia. mas não é, o povo que lê acha realmente as chamadas válidas. já ouvi vários comentários pelos ônibus da vida.

fiquei ainda mais fã quando um dia, ainda na faculdade, um professor falou que o então editor chefe do jornal (que não sei se ainda permanece), havia sido um aluno da casa. atenção, eu fiz jornalismo na UFF. e aí toda a minha desconfiança de que a pessoa que fazia o jornal era um chulé qualquer se esvaiu. tenho certeza que ele faz com muita lucidez, sabe exatamente onde vai chegar com aquilo. tem horas que eu até penso, com a cabeça de jornalista, que os repórteres de lá devem escrever um texto em linguagem normal e depois traduzem pro "comunidadês"(idioma falado nas comunidades).

e então eu resolvi brindar vocês com algumas das capas mais sensacionais de todos os tempos do jornalismo (?) brasileiro.


Como podem perceber, as melhores sacadas vêm de futebol e mulher, temas que o povão adora. normalmente as manchetes sobre crimes são demais de sensacionalistas e eu nem acho engraçadas. (quer rir mais? clica no link pro site do jornal ali em cima)

veja bem: eu não estou exaltando a parcialidade, sensacionalismo e pobreza de temas e linguagem como bom jornalismo. mas se aprendemos na faculdade que devemos saber chegar ao nosso público e conseguir informá-lo sobre os acontecimentos do público, trabalhando com senso crítico sobre a realidade, ponto, mil pontos, pro meia hora.