28 de ago. de 2010

desprezo, eu te desprezo

nunca fui uma pessoa que gostasse de holofotes, de ser o centro das atenções. sou até bem low profile. mas eu também não tenho vocação pra capacho, não gosto de ser desprezada. não sou adepta do masoquismo.

sem ser egocentrica, eu gosto de ser querida, todo mundo gosta. gosto de falar e ser ouvida e respondida. gosto que se preocupem comigo, por que eu me preocupo com as pessoas. gosto que as pessoas queiram estar comigo, porque eu quero estar com elas.

mas de uns tempos pra cá, algumas pessoas têm me tratado com extremo desprezo. pessoas com quem eu sempre gostei de estar, que me faziam bem, que me divertiam. que eu dizia aos sete ventos que eram minhas amigas e que valiam a pena.

de repente, eu comecei a sentir que não era mais tão bem vinda, que minhas colocações e tentativas de conversa eram respondidas com um "aham, senta lá cláudia". e eu não to aqui pra isso, né?! com tanta gente que gosta de mim, das quais eu gosto tanto também. pra que eu vou ficar me sujeitando a bicos e caras feias?

eu fico triste, é claro. mas fazer o quê? não vou ficar fazendo questão de quem não faz questão de mim. pensei em botar as cartas na mesa e tentar esclarecer a situação. mas e aí eu resolvi que eu ia desprezar também. mas não as pessoas, porque isso é feio, mas vou desprezar esse desprezo, simplesmente deletar da minha vida o que não me faz bem.

16 de ago. de 2010

a idade que nada pesa

é recorrente eu ouvir das pessoas da minha idade tristes lamentações (tristes mesmo) como "estou velho"só porque não têm mais o mesmo pique de 7, 5 anos atrás, quando saiam pra caraaaalho, bebiam pra caraaalho, dormiam pouco pra caraaalho, pegavam gente pra caraaaalho.

não quero dizer que eu não sinto que a idade me mudou, mudou sim, pra caraaaalho. mas eu não vejo isso com tristeza, vejo como uma constatação. é porque as coisas mudam, e eu nunca tive sindrome de peter pan ou de matusalém. fui uma criança que queria ser criança, uma adolescente chata que queria ser adolescente e chata, e por aí vai.

eu lembro sim com muita felicidade dos meus 20 anos. não tinha um sábado que ficasse em casa, um final de período que não me jogasse nas choppadas, um estágio no dia seguinte que me impedisse de tomar todas assistindo jogo da copa 2006. era muito bom. ia pra lapa de ônibus com uma grande amiga de guerra, e quem mais quisesse chegar. minha mãe reclamaaaava, mas eu não tava nem aí. fazia era merda. e teve a época das buátis, do hip hop, do reggae, do samba, das bandinhas amigas.

mas passou. hoje a pancinha se instalou em meu corpo, mas em compensação, eu não ganho mais R$ 500 por mês. os sonhos de universitária deram lugar aos planos de pós-graduada. e o que mais tem me deixado feliz é tomar um vinho com os amigos, o grupo das namoradas/esposas esculachando os namorados/maridos no imagem & ação e no quest! combino chá da tarde e jantar no japonês com as amigas. e não me sinto velha ou chata ou fraca por isso. me sinto com 25 anos e bastante feliz.

9 de ago. de 2010

esse é o botafogo que eu gosto



pai, compra meu ingresso, to pegando carona com uns amigos, te encontro na leste! – bora botafoguenses, tá começando – tá me vendo, pai, to correndo, to chegando – corre, renata, quase gol do botafogo – numa estrada de louros, um facho de luz – cabe 5 aí? cabe, cabe! – bora jobson, corre muleque! – vai mago, dá no herrera. chuuutaaaa – gooooooooollllllllll porraaaaaaaaaaa – ôôô maicosuel voltooou, maicosuel voltooou – mais um, mais um, mais um – éééééééé. valeu somaliaaaaa – ei, Diego Souza, vai tomar no cu – vai, jobson, vai você, rabisca ele – pêêênaltiiiii poooooorraaaaaaa – uh el loco – uh herrera - goooooooollllllll – você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão – esse nosso amoooor - ôôô maicosuel voltooou, maicosuel voltooou – valeu, fogo, valeu, fogo!